domingo, 20 de abril de 2008

Amém

Olha onde eu cheguei sem saber dirigir.

Esse campo em que as bromélias se escondem,
Eu guardei pro dia do juízo final, lá no fim do arco-íris
Estou eu, nem tão são, nem tão salvo,
mas boiando num mar de incertezas
que a idade trouxe
e esqueceu de levar.
"Só naufraga quem ancora", diz o papa ao mal-aventurado,
como eu,
Escondendo a espada dentro da cruz
e esquecendo de dizer em qual estufa plantei meu coração
regado com a água benta
E que já deve ter desabrochado, coitado,
E eu nem estava lá pra ver
O náufrago das bromélias no arco-íris de incertezas.

E pensar que eu nem sei dirigir...