sábado, 3 de maio de 2008

beijos e blues na vitrola quebrada

Quero um amor de domingo a tarde,
De voz rouca no telefone,
De faltar trabalho com preguiça de sair dos lençóis,
Da careta mais bonita do mundo,
De café-da-manhã na cama,
De guerra de travesseiro pra acordar,
De cafuné olhando pro teto.
Quero um amor de tapa na cara e
De beijo de cinema na chuva depois.
Quero um amor que me despe com os olhos,
Que me cala com um beijo,
Que convence com o toque.
Quero um amor de um dia.
Do dia que nunca acaba depois dos anos e anos,
Das febres ardentes,
Das vidas passadas.
Quero um amor acessível,
De mensagem no celular às 4 da manhã,
De escritos no vapor do vidro do banheiro,
De portas abertas,
De janelas fechadas e riscadas pelo dedos no banco de trás.
Quero um amor de letras e poemas,
De longos filmes dos anos 30,
De beijos e blues na vitrola quebrada.
Quero um amor quero um amor que é, não tem,
Que faz, não espera,
Que canta, não fala
Que entende, não pergunta.
Quero um amor de domingo a tarde
De todas as tardes dos dias em que meu corpo durar
E depois;
Quero um amor.

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHdorei!

brigadaaa!~hehehe

4:30 PM  
Anonymous Anônimo said...

Não tô procurando, mas um desses não faria mal nenhum. rs

5:52 PM  

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